A União Europeia (UE) oficializou o veto a produtos pecuários brasileiros, pegando o governo Lula de surpresa. A declaração é do porta-voz da UE para comércio, Olof Gill, em entrevista divulgada nesta terça-feira. Segundo ele, o Brasil poderia ter evitado a restrição, mas não o fez. O veto entra em vigor em setembro deste ano.

Produtos afetados pelo embargo

A partir dessa data, o Brasil não poderá mais exportar ao bloco europeu os seguintes itens:

  • Bovinos
  • Equinos
  • Aves de capoeira
  • Ovos
  • Produtos de aquicultura
  • Mel
  • Envoltórios

A medida foi anunciada em maio. Segundo a porta-voz da área de saúde da Comissão Europeia, Eva Hrncirova, o motivo é o uso de antimicrobianos na pecuária brasileira. Ela afirmou que o embargo pode ser revertido.

Possibilidade de reversão

“Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações”, disse Hrncirova, indicando que o bloco tem colaborado com as autoridades brasileiras sobre o tema.

Olof Gill afirmou acreditar que o atrito pontual não deve afetar o acordo comercial entre a UE e o Mercosul, aprovado em janeiro de 2026 após 25 anos de negociações.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o diálogo com a UE continuará e que o Brasil provará que está agindo conforme as regras, pois a carne brasileira é “inatacável”.

“A questão de aprovação de sanidade dos produtos brasileiros é uma questão que se trata cotidianamente, sempre”, afirmou.

O governo Lula busca agora reverter a decisão, enquanto o embargo já repercute internacionalmente.

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