O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu as urnas eletrônicas e recomendou que a Organização das Nações Unidas (ONU) adote o sistema de votação brasileiro como referência para outros países. A declaração ocorreu em conversa nesta quarta-feira (17/6) com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão, Friedrich Merz. A fala foi captada por câmeras da agência Associated Press (AP).

Defesa do sistema eleitoral brasileiro

Lula afirmou que o resultado das eleições no Brasil é divulgado rapidamente graças às urnas eletrônicas. Ele ressaltou que a ONU deveria recomendar o sistema de votação adotado pelo Brasil a todos os países.

“A eleição no Brasil é muito rápida. A votação termina às cinco horas da tarde e, às sete horas da noite, já temos o resultado. São cerca de 60 milhões de votos. Eu não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos países.”

O presidente explicou a Merz e a Kristalina que não é permitido entrar na cabine de votação com celular. Ele detalhou o funcionamento do voto na urna eletrônica, no qual o eleitor digita o número do candidato. A conversa abordou aspectos técnicos e de segurança do processo eleitoral brasileiro.

Troca de impressões sobre ideologia

Durante o diálogo, Kristalina Georgieva disse a Lula que, quando ele foi eleito presidente pela primeira vez, em 2022, o mundo esperava que ele fosse esquerdista. Lula respondeu: “Mas eu nunca fui esquerdista”.

Ele acrescentou: “Eu era um dirigente sindical com uma belíssima relação com o sindicalismo alemão. Tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano. Tinha uma relação boa com a UGT da Espanha”.

A declaração de Lula sobre sua trajetória política contrasta com a percepção externa mencionada pela diretora do FMI. O presidente buscou destacar seu histórico de diálogo com diferentes correntes sindicais internacionais.

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