PF ainda analisa três celulares de Vorcaro

A Polícia Federal ainda vai analisar três celulares apreendidos com Carlos Vorcaro e deve estender as perícias até 2027. A investigação está em etapa intermediária e novas fases seguem no radar. A PF já obteve acesso ao conteúdo de um dos aparelhos, mas não finalizou a análise.

O primeiro aparelho reuniu arquivos com criptografia complexa. Os arquivos passam por perícia de integridade para confirmar metadados. Além dos celulares, a PF ainda analisa outros milhares de documentos físicos para confrontar as informações.

Rede de contatos com os Três Poderes

O cruzamento de dados mostrou que Vorcaro formou uma ampla rede de contatos com integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e do alto escalão do Judiciário. A PF também analisa anotações e capturas de tela nos celulares de Vorcaro que fariam referência a conversas com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Moraes nega os diálogos.

As apurações também revelam o envolvimento de familiares de Vorcaro, o que daria ao esquema “contornos de máfia”, segundo o relator do caso no STF, ministro André Mendonça.

Mudança na relatoria acelerou perícias

O ex-relator do caso, ministro Dias Toffoli, reteve aparelhos no início de 2026 e restringiu a análise a quatro peritos, o que reduziu o ritmo dos trabalhos. O cenário mudou quando o ministro André Mendonça assumiu a relatoria e autorizou a distribuição do material entre peritos federais. Ainda assim, a expectativa é que as perícias se estendam até 2027.

São pelo menos cem dispositivos eletrônicos apreendidos com cerca de duas dezenas de alvos. O volume de material e a complexidade das análises justificam o prazo estendido.

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