Wagner confirma relação com empresário
O senador Jacques Wagner (PT-BA) admitiu relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. A declaração foi feita durante entrevista à Folha. Wagner negou as suspeitas de favorecimento ilícito e criticou a atuação da Polícia Federal durante a operação em que foi alvo na semana passada.
Alvo da operação Compliance Zero
O petista é alvo da operação Compliance Zero, que investiga um esquema de fraudes e corrupção envolvendo o Master. A PF aponta que Wagner teria recebido vantagens, incluindo caronas em jatinhos privados, ingressos para shows no exterior e um imóvel em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões. Durante a entrevista, Wagner minimizou o envolvimento de sua nora em contratos com o banco.
Nora e contratos com o banco
Wagner alegou que as cifras eram inclusive superiores aos R$ 3,5 milhões divulgados, mas disse não ter vínculo com as atividades profissionais dela. A informação foi prestada à Folha, mas a fonte não detalhou outros aspectos.
Críticas à atuação da PF
Wagner disse: “A ordem do André Mendonça fala explicitamente para não ter fotografias. Eles foram ao quarto de hotel onde eu moro, botaram lá em cima da cama [as notas de dólares e euros] com o escudinho [da PF] e fotografaram. Estão reinventando a Lava Jato”. A declaração reflete a insatisfação do senador com os procedimentos adotados.
Conversa com Lula sobre afastamento
O senador detalhou que conversou pessoalmente com Lula antes de decidir pelo afastamento do cargo de liderança. De acordo com Wagner, o chefe do Executivo prestou solidariedade, mas ponderou sobre o desgaste político de acumular sua defesa com a articulação no Congresso.
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