Ministro contesta medida unilateral dos EUA
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a decisão dos Estados Unidos de punir cidadãos e empresas brasileiras suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em entrevista à TV Record, Durigan contestou o avanço da Casa Branca sobre o território nacional. Ele defendeu que o combate ao crime organizado deve ser liderado pelas forças de segurança do Brasil.
Para Durigan, a cooperação externa precisa se limitar à troca de dados sigilosos entre as agências de inteligência. O ministro alertou sobre os riscos de punições unilaterais que podem afetar empresas inocentes. Ele destacou que órgãos nacionais como a Polícia Federal, a Receita Federal e o Coaf possuem a obrigação legal e a capacidade técnica de agir no caso.
Sanções dos EUA e acusações contra o PCC
A queixa do ministro ocorreu poucas horas depois de o Departamento do Tesouro de Washington anunciar o bloqueio total de contas bancárias e propriedades de dois brasileiros e quatro companhias operadas no Brasil e em Portugal. O governo norte-americano acusa o grupo de ocultar e lavar o dinheiro da facção paulista. A rede sob investigação movimentou mais de US$ 30 milhões oriundos do tráfico internacional de entorpecentes.
Essa medida inédita aconteceu depois que a diplomacia dos Estados Unidos incluiu o PCC e o Comando Vermelho na lista oficial de Organizações Terroristas Estrangeiras. Durigan afirmou que as forças de segurança do Brasil devem liderar o combate ao crime organizado no país. O integrante do Executivo alertou para o perigo de punições unilaterais norte-americanas quebrarem firmas inocentes e legais.
Defesa da soberania nacional
O chefe da equipe econômica deu uma entrevista à TV Record para contestar o avanço da Casa Branca sobre o território nacional. Durigan defendeu que o combate ao crime organizado deve ser liderado pelas forças de segurança do Brasil. Ele destacou que a cooperação externa deve se restringir à troca de dados sigilosos.
Para o ministro, órgãos nacionais como a Polícia Federal, a Receita Federal e o Coaf possuem a obrigação legal e a capacidade técnica de agir no caso. Durigan alertou sobre os riscos de punições unilaterais que podem afetar empresas inocentes. A fonte não detalhou quais seriam as consequências práticas das sanções para as empresas brasileiras.
