A família de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, iniciou conversas com o advogado criminalista Daniel Bialski para sondar a possibilidade de contratá-lo. A movimentação ocorre após a saída de José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, que deixou de representar Vorcaro. O principal motivo da sondagem é a facilidade de acesso de Bialski ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça.

Saída de Juca e nova estratégia

A destituição de Juca ocorreu dias depois de a Polícia Federal rejeitar a proposta de delação premiada de Vorcaro. A corporação avaliou que o fundador do Banco Master omitiu informações durante as tratativas. Com a saída de Juca, o advogado Sérgio Leonardo, que já atuava na defesa, assumiu integralmente a condução do caso.

José Luis Oliveira Lima não era mais recebido pelo ministro André Mendonça, o que pode ter influenciado a decisão de buscar um novo criminalista. Bialski, por sua vez, é visto como alguém com maior acesso ao relator, fator considerado estratégico para a defesa.

Proposta de devolução bilionária

No início do mês, a defesa de Vorcaro apresentou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República um documento no qual o cliente se compromete a devolver R$ 40 bilhões aos cofres públicos. O pagamento seria parcelado ao longo de 10 anos. A proposta foi feita antes da rejeição da delação e ainda está em análise pelas autoridades.

A contratação de Bialski, caso se concretize, pode representar uma mudança na estratégia de defesa de Vorcaro, que busca reverter o cenário desfavorável após a recusa da delação. A família, segundo apuração, avalia que o acesso ao relator é um diferencial importante para o andamento do caso no STF.

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