A China promulgou uma nova lei de Unidade Étnica que determina que pais ensinem seus filhos a amar o Partido Comunista. A legislação também impõe o mandarim como idioma principal em escolas e órgãos governamentais. O currículo escolar deve “forjar um forte senso de comunidade do povo chinês”. A medida gerou preocupação entre organizações de defesa dos direitos humanos.

Preocupação com minorias étnicas

A emissora norte-americana CNN informou que a legislação gerou preocupação entre organizações de defesa dos direitos humanos devido ao histórico de perseguição da ditadura comunista chinesa contra minorias, como os uigures da região de Xinjiang e os tibetanos. A nova lei pressiona grupos étnicos minoritários, como uigures, tibetanos e mongóis, a adotarem uma identidade nacional única definida pelo Estado, dominada pela cultura Han.

A diretora regional-adjunta da ONG Anistia Internacional, Sarah Brooks, afirmou que “as autoridades chinesas têm obrigações relacionadas aos direitos humanos que exigem a proteção de comunidades minoritárias e de suas culturas, mas esta lei faz o oposto”.

Discurso de Xi Jinping

Em discurso no Grande Palácio do Povo, em Pequim, nesta quarta-feira, Xi Jinping alegou a necessidade de preservar a “pureza” do partido. O presidente chinês também defendeu a “reunificação completa” com Taiwan.

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