Uma avó de 68 anos, técnica de contabilidade, e um tio, advogado de 38 anos, são investigados pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Eles são suspeitos de aplicar doses de um emagrecedor em uma menina de 11 anos, sem o conhecimento ou autorização da mãe. O caso ocorreu em Amambai e foi registrado como perigo para a vida ou saúde de outrem. A Justiça já concedeu medida protetiva à criança contra os dois investigados.
Substância proibida para crianças
A criança recebeu pelo menos duas doses de Tirzepatida, um medicamento originalmente indicado para adultos com diabetes tipo 2. O produto foi trazido do Paraguai pela avó e aplicado pelo tio. O relatório médico caracterizou o uso como “fora de indicação, sem respaldo clínico, sem supervisão médica e em contexto inadequado”.
Sintomas graves após aplicações
Após as aplicações, a menina apresentou uma série de sintomas graves: redução de apetite, tontura, diarreia, tremores, insônia, desmaio, fraqueza e incapacidade de ingerir líquidos. O quadro evoluiu para desidratação. Em poucos dias, a criança perdeu cinco quilos, conforme o relatório médico.
Descoberta pela mãe
A mãe descobriu o caso ao buscar a filha na fazenda onde ela morava com a avó. Ao encontrar a criança debilitada, ouviu o relato sobre as aplicações e as ameaças feitas para que ela não contasse nada. A denúncia foi registrada em delegacia, resultando na abertura de inquérito e na requisição de exame pericial pelos investigadores.
