Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), mora em um condomínio de luxo no bairro de La Moraleja, nos arredores de Madri, na Espanha. Além disso, interlocutores do filho do presidente admitiram, sob condição de anonimato, que ele paga um aluguel de cerca de 3 mil euros, o equivalente a R$ 18 mil na cotação atual, por um apartamento com dois quartos. No entanto, a revelação vai na contramão de uma declaração feita dias antes pelo vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ). A fonte não detalhou, porém, a origem dos recursos usados no aluguel.

Ademais, as pessoas que confirmaram os dados pediram sigilo. Por exemplo, elas disseram que o imóvel está localizado em La Moraleja, bairro dos arredores de Madri. Além disso, o apartamento tem dois quartos e fica em um condomínio classificado como de luxo. O valor do aluguel é de cerca de 3 mil euros por mês.

Portanto, a cotação atual converte esse montante em aproximadamente R$ 18 mil. Não foram fornecidos detalhes sobre metragem, infraestrutura ou tempo de permanência. A fonte também não esclareceu se o valor é pago por Lulinha ou por terceiros. Não se sabe se o contrato de locação está em nome do filho do presidente. A fonte não informou a data de início do contrato.

Os dados foram repassados por pessoas com acesso à rotina de Lulinha. A fonte não detalhou, no entanto, o grau de proximidade dessas pessoas com o filho do presidente. Também não foi esclarecido se elas têm acesso ao contrato de locação.

Moradia contraria discurso de Quaquá

Em entrevista ao Poder360 no dia 5 de agosto, Quaquá afirmou que o filho do presidente estava em “condições precárias”. “Eu conheço bem o Fábio Lula. Ou seja, é um cara que vive hoje em condições espartanas, precárias, inclusive, na Espanha”, disse. Ademais, na ocasião, o dirigente argumentou que, se os filhos de Lula tivessem cometido irregularidades ao longo dos mandatos do presidente, deveriam hoje “estar ricos”, com uma Ferrari ou como sócios de uma grande empresa.

A declaração foi feita dias antes da divulgação das reportagens sobre o imóvel. O contraste entre a fala do dirigente e o padrão do condomínio é evidente. A fonte não detalhou se Quaquá conhecia o imóvel antes da declaração. Quaquá, que é vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, descreveu a situação de Lulinha como “precária”. O aluguel de 3 mil euros, no entanto, indica um custo de vida alto. Dessa forma, a localização em uma área valorizada de Madri reforça a divergência.

Quaquá reafirma visão de vida modesta

Após a divulgação das reportagens, Quaquá voltou a se manifestar. Segundo ele, o filho do líder petista leva uma “vida bem modesta”. Além disso, os valores revelados, ainda segundo o dirigente, seriam compatíveis com as despesas de um “pequeno empresário brasileiro”. Quaquá manteve, portanto, a avaliação anterior. Ele não explicou, contudo, como define “modesta” diante do valor do aluguel. A fonte não mencionou se Quaquá visitou o apartamento.

Todavia, o dirigente não detalhou como chegou a essa avaliação. Também, a fonte não informou se Quaquá falou com Lulinha antes de se manifestar. A comparação com um “pequeno empresário” também não foi explicada. Os dados sobre o imóvel seguem, portanto, sem uma resposta oficial da família ou do partido.

Lulinha é alvo de três inquéritos

Lulinha é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Polícia Federal. As investigações apuram suspeita de tráfico de influência relacionada a negócios com a lobista Roberta Luchsinger. Há ainda uma apuração ligada ao esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atribuído a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. A fonte não detalhou se há outros alvos nos inquéritos.

Não há, até o momento, informações públicas sobre o andamento desses procedimentos. A fonte não detalhou se a residência de Lulinha em Madri tem relação com os fatos apurados. A Polícia Federal conduz as investigações, e o STF é a instância que autorizou os inquéritos. Por outro lado, a defesa de Lulinha não se manifestou publicamente. A fonte não informou se há previsão para conclusão dos casos. A fonte não informou se há testemunhas a ouvir.

A situação jurídica de Lulinha, portanto, permanece em aberto. As declarações de Quaquá, ao buscarem retratar uma realidade modesta, contrastam com os dados sobre o imóvel. Assim sendo, cabe às autoridades avaliar, nos inquéritos, se há indícios de irregularidades. Em resumo, o cenário, por ora, é de investigação e divergência entre discurso e informação divulgada. Consequentemente, os desdobramentos dependerão das informações colhidas pela Polícia Federal. A fonte não detalhou se há novas diligências previstas.

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