O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (9) que não aceita a mais recente proposta elaborada pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza. O plano, que prevê o desarmamento do Hamas, foi aceito pelo grupo extremista, mas dependia de Israel para avançar. As declarações foram feitas durante reunião de gabinete do governo, em um momento de disputa eleitoral.

Por que Netanyahu rejeitou o plano?

Netanyahu foi enfático ao anunciar a recusa: Israel não aceita o documento de 15 pontos apresentado pela mediação americana. Ele disse que as Forças de Defesa de Israel não realizarão nenhuma retirada até que o Hamas seja verdadeiramente desarmado.

O premiê também garantiu que as tropas não sairão do território palestino enquanto essa condição não for cumprida. “Continuaremos a frustrar as ameaças contra nossas forças e cidadãos”, afirmou.

Desarmamento como condição central

O primeiro-ministro reafirmou que a segurança de Israel não pode ser comprometida por um acordo que não ofereça garantias concretas. Ele destacou que o plano americano, embora aceito pelo Hamas, não atende às exigências israelenses. “Desarmamento verdadeiro” foi a expressão usada por Netanyahu para definir a condição central para qualquer retirada. A declaração foi feita em tom duro, diante de membros do gabinete.

Netanyahu também enfatizou que Israel continuará a proteger seus cidadãos e a responder a qualquer ameaça. Ele afirmou que as Forças de Defesa de Israel permanecerão vigilantes e não darão passos atrás enquanto houver risco. A recusa ao documento de 15 pontos, portanto, reflete uma postura de linha dura que deve marcar a campanha eleitoral.

O plano de paz dos EUA e o impasse

O plano de paz dos Estados Unidos prevê o desarmamento do Hamas como condição central para o fim do conflito. O grupo extremista havia aceitado a proposta, o que tornou Israel o único obstáculo para a implementação. Com a rejeição, o plano permanece sem avanço e o futuro das negociações segue indefinido. A proposta, composta por 15 pontos, foi elaborada pelos mediadores americanos.

Israel não abre mão de garantias

Netanyahu, no entanto, deixou claro que Israel não concorda com os termos atuais. Ele afirmou que as Forças de Defesa de Israel não farão nenhuma retirada até que o Hamas esteja verdadeiramente desarmado. Ainda não há informações sobre possíveis alterações no plano para atender às exigências israelenses. A aceitação pelo Hamas, por si só, não foi suficiente para superar as reservas do premiê.

O documento, que dependia de Israel, agora enfrenta um impasse. A fonte não detalhou os próximos passos da mediação americana nem eventuais mudanças na proposta. Caberá aos Estados Unidos buscar uma nova abordagem para tentar destravar as negociações. Enquanto isso, Netanyahu segue firme em sua posição de não ceder sem garantias.

Contexto eleitoral e pressão política

Netanyahu está em campanha eleitoral, na busca de obter reeleição em uma votação marcada para 27 de outubro. Esta será a primeira eleição desde o ataque do Hamas, em 2023, o que aumenta a relevância das questões de segurança no debate público. A postura inflexível em relação ao plano americano pode ser vista como uma estratégia para conquistar eleitores mais conservadores.

Na mesma reunião de gabinete, o premiê fez declarações que reforçam sua imagem de liderança firme. Ele ressaltou que Israel continuará a proteger seus cidadãos e a frustrar ameaças externas. O ambiente político, marcado pela disputa eleitoral, adiciona ainda mais peso às decisões do governo israelense. Netanyahu busca demonstrar força em um cenário de alta tensão.

Postura em relação ao Irã

Além da rejeição ao plano de paz, Netanyahu afirmou que Israel continuará fazendo frente para que o Irã não obtenha armas nucleares, independentemente do andamento das negociações diplomáticas entre Teerã e Washington. A declaração foi feita na mesma reunião de gabinete e evidencia a preocupação israelense com o programa nuclear iraniano.

O premiê destacou que Israel não vai depender de acordos internacionais para garantir sua segurança. Ele sinalizou que o país adotará as medidas necessárias para impedir que o Irã desenvolva capacidade nuclear. A insistência de Netanyahu em manter a independência estratégica reforça a posição de Israel diante das potências ocidentais. Essa postura, somada à rejeição ao plano de paz, indica um endurecimento da posição israelense em múltiplas frentes.

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