A organização não governamental Transparência Internacional comentou o “enriquecimento extraordinário” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A ONG citou reportagem publicada nesta segunda-feira, 6, pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre o patrimônio do magistrado, cobrando investigação da Procuradoria-Geral da República.
O caso envolve aumento significativo no patrimônio imobiliário do casal e relações com o banco Master.
Patrimônio imobiliário do ministro do STF cresce 266%
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o patrimônio imobiliário do ministro e de sua mulher, Viviane Barci, cresceu 266% desde que ele passou a integrar o STF, em março de 2017.
Atualmente, conforme o levantamento do Estadão, Viviane e Moraes possuem 17 imóveis, avaliados em R$ 31,5 milhões.
Nos últimos cinco anos, o casal desembolsou R$ 23,4 milhões na compra de imóveis em Brasília e em São Paulo, todos eles à vista, conforme os registros em cartório.
Esses números chamaram a atenção da Transparência Internacional, que destacou o crescimento patrimonial.
Relações com o banco Master e suspeitas de lobby
Encontros e intermediações
A suspeita é de que Moraes teria atuado como lobista do Master, segundo informações divulgadas pela imprensa.
A imprensa divulgou encontros entre o ministro e Vorcaro, além de contato de Moraes com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para interceder a favor do Master no caso da liquidação.
Essas relações ganharam destaque após a divulgação dos dados patrimoniais, levantando questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.
Contrato considerado irreal no mercado
Viviane Barci, mulher de Moraes, assinou com o banco um contrato de R$ 129 milhões, conforme divulgado pela imprensa.
O valor do contrato é considerado irreal no mercado jurídico, segundo avaliações de especialistas consultados pelas publicações.
Esse acordo, somado às compras de imóveis, alimentou as discussões sobre a origem dos recursos do casal.
A Transparência Internacional destacou essas informações ao comentar o caso, sem emitir juízos de valor sobre a legalidade das transações.
Viagens em jatos executivos do banqueiro
Recentemente, a imprensa divulgou que Moraes e Barci voaram ao menos oito vezes em jatos executivos de Vorcaro, entre maio e outubro de 2025.
Essas viagens ocorreram no mesmo período em que as relações com o banco Master eram discutidas publicamente.
O ministro do STF não é investigado pela PGR, conforme informações disponíveis, mas a ONG cobrou abertura de apuração sobre o conjunto de fatos.
A combinação de patrimônio, contratos e viagens formou o cenário que motivou o comentário da organização.
ONG cobra investigação formal da Procuradoria-Geral
A Transparência Internacional cobrou investigação da Procuradoria-Geral da República sobre o “enriquecimento extraordinário” de Alexandre de Moraes.
A organização baseou seu pedido na reportagem do Estadão e nas informações complementares divulgadas pela imprensa.
A ONG não detalhou os procedimentos formais do pedido, limitando-se a comentar publicamente o caso.
O post sobre o tema apareceu primeiro em Paulo Figueiredo, repercutindo as informações já circuladas.
Contexto institucional e transparência patrimonial
O caso ocorre em um momento de atenção sobre a transparência patrimonial de autoridades públicas no Brasil.
Ministros do Supremo Tribunal Federal, como todos os servidores públicos de alto escalão, têm obrigações de declaração de bens, mas a análise desses dados nem sempre gera ações investigativas.
A Procuradoria-Geral da República, citada pela ONG, é o órgão responsável por investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado.
Até o momento, não há informações sobre abertura de procedimentos formais relacionados às alegações.
Situação atual e repercussão
A situação permanece em discussão pública, com a Transparência Internacional destacando a necessidade de apuração institucional.
A organização não emitiu posicionamento sobre a legalidade específica das transações, focando no pedido de investigação.
O caso segue repercutindo nos meios de comunicação, sem novas informações oficiais sobre possíveis desdobramentos.
