Ataque inédito a navio chinês
Um grande navio-tanque de produtos químicos, de propriedade de uma empresa chinesa, foi atacado na costa do porto de Al Jeer, nos Emirados Árabes Unidos, na entrada do Estreito de Ormuz. Uma fonte familiarizada com o armador disse à publicação especializada Caixin que esta foi a primeira vez que um navio-tanque de petróleo chinês foi alvo de um ataque. A fonte acrescentou que a situação foi “psicologicamente difícil de aceitar”.
O ataque ao navio chinês ocorreu no mesmo dia em que um VLCC de 300 mil toneladas, operado pela ADNOC, foi atingido enquanto navegava pela via marítima. Os detalhes sobre a autoria e a extensão dos danos não foram divulgados pelas autoridades.
Resposta militar dos EUA
Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, declarou que, após o início do Projeto Liberdade, o Irã disparou múltiplos mísseis de cruzeiro e drones contra navios da Marinha americana e embarcações comerciais sob sua proteção. Em resposta, helicópteros Apache e SH-60 Seahawk dos EUA atacaram embarcações iranianas, afundando seis pequenas embarcações que tentavam impedir a navegação comercial no estreito.
Sob a sequência de ataques, o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz caiu a quase zero. Segundo a plataforma de digitalização marítima Diaodubao, operada pela COSCO Shipping Technology, nenhuma embarcação comercial transitou pelo estreito entre os dias 5 e 6 de maio. Apenas um pequeno navio de passageiros omanita registrou movimentação no estreito nesse período.
Crise teve início em fevereiro
A crise no Estreito de Ormuz teve início em 28 de fevereiro de 2026, após ataques militares conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica emitiu avisos proibindo a passagem de embarcações pelo estreito. Isso provocou uma queda de cerca de 70% no tráfego de petroleiros e o ancoramento de mais de 150 navios fora do estreito para evitar riscos.
Pelo Estreito de Ormuz passa, em condições normais, cerca de 20% do comércio global de energia fóssil. A interrupção quase total do tráfego representa um impacto significativo para o mercado energético mundial.
