Vereador Senival (PT) é preso em operação contra o PCC

O vereador Senival (PT), em seu sexto mandato na Câmara Municipal de São Paulo, foi preso nesta quinta-feira (27) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação também resultou na prisão de outros dois suspeitos e investiga organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

Atuação do vereador no setor de transportes

Senival, primeiro-secretário da Mesa Diretora e presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica, mantém atuação ligada ao setor de transportes há quase três décadas. Ex-líder da bancada do PT na Câmara, ele é apontado pela investigação como o principal explorador econômico de parte significativa da frota vinculada à Transunião Transportes S.A.

A empresa opera 51 linhas de ônibus e transporta cerca de 389 mil passageiros por dia na Zona Leste da capital. Os investigadores afirmam que Senival seria o verdadeiro proprietário de parte dos veículos operados pela empresa.

Detalhes da operação

A operação cumpre cinco mandados de prisão temporária e 103 de busca e apreensão. As ações ocorrem na capital paulista, região metropolitana e em Extrema (MG).

  • Foram bloqueados pela Justiça: 117 veículos, três embarcações, 21 imóveis e R$ 194,4 milhões em contas dos investigados.
  • Além de Senival, foram presos Jair Ramos de Freitas, o “Cachorrão”, presidente da Transunião, e Devanil de Souza Nascimento, conhecido como “Sapo”.

Ligação com o PCC

Segundo a investigação, a Transunião era utilizada para ocultar patrimônio e movimentar recursos do grupo narcoterrorista. A operação de hoje teve origem na apuração do assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião, executado em 2020.

De acordo com o MP, documentos atribuídos ao PCC indicam que Adauto e Senival foram condenados pela organização narcoterrorista por supostos desvios de recursos. Jair Ramos de Freitas é apontado pela polícia como responsável pelos disparos que mataram Adauto.

Conexões com outras operações

Os investigadores identificaram conexões entre o caso e as operações Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi. A operação Mafiusi apurou a ligação entre o PCC e a máfia italiana ‘Ndrangheta. A diretoria da Transunião foi afastada por determinação da Justiça. Os alvos são investigados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

Fonte