O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elegeu nesta terça-feira (14) os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça para presidente e vice-presidente da Corte, respectivamente. A escolha ocorreu por meio de uma votação protocolar no plenário, utilizando urna eletrônica.

Esta eleição marca a primeira vez que dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro assumem simultaneamente o comando do TSE durante a realização de eleições nacionais.

A antecipação do processo foi motivada pela decisão da ministra Cármen Lúcia de deixar a presidência antes do fim de seu mandato, originalmente previsto para 3 de junho.

Resultado da eleição no plenário

A eleição foi conduzida de forma protocolar, realizada em urna eletrônica no plenário da Corte. O resultado foi lido pela ministra mais nova do colegiado, Estela Aranha, conforme a tradição do tribunal.

Kassio Nunes Marques foi eleito com seis dos sete votos possíveis. Este resultado expressivo reflete a tradição de o próprio presidente não votar em si mesmo. A votação ocorreu sem surpresas, seguindo os ritos estabelecidos para a sucessão na presidência do órgão.

Após a leitura do resultado, Nunes Marques declarou que a presidência do TSE é “uma das maiores honras da minha vida”. A afirmação foi feita em um momento de transição para a Corte, que se prepara para as eleições municipais deste ano e as presidenciais de 2026.

A posse dos novos dirigentes ainda não tem data confirmada. A expectativa, conforme informações disponíveis, é que ocorra em maio.

Perfil dos novos dirigentes

Kassio Nunes Marques

Foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 pelo então presidente Jair Bolsonaro. Agora assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

André Mendonça

Recebeu sua indicação ao STF em 2021, também por Bolsonaro. Assume a vice-presidência do TSE.

Ambos integram o Supremo e agora assumem funções de liderança no Tribunal Superior Eleitoral. Este órgão é responsável por coordenar e fiscalizar o processo eleitoral brasileiro.

A dupla terá a tarefa de comandar a Corte durante um ciclo eleitoral que inclui as eleições gerais de 2026. Esta é a primeira vez que dois ministros indicados por Bolsonaro assumem simultaneamente o comando do TSE durante a realização de eleições nacionais.

Composição atual do colegiado

Com a saída de Cármen Lúcia, o ministro Dias Toffoli assumirá a terceira vaga destinada a ministros do Supremo na Corte. Isso completa o quadro de representantes do STF no TSE.

Além dos ministros do Supremo, completam o colegiado:

  • Antonio Carlos Ferreira (Superior Tribunal de Justiça)
  • Ricardo Villas Bôas Cueva (Superior Tribunal de Justiça)

Na classe dos juristas, estão os advogados:

  • Floriano de Azevedo Marques
  • Estela Aranha (que também leu o resultado da eleição)

Esta composição mista busca garantir uma visão plural na condução das eleições. A fonte não detalhou se haverá outras mudanças na estrutura do TSE nos próximos meses.

Preparação para as eleições de 2026

Com a definição da nova liderança, o TSE inicia os preparativos formais para as eleições de 2026. Estas eleições escolherão:

  • Próximo presidente da República
  • Governadores
  • Senadores
  • Deputados federais e estaduais

A presidência de Kassio Nunes Marques e a vice-presidência de André Mendonça estarão à frente desse processo. Envolverá a coordenação com os tribunais regionais eleitorais em todo o país.

A experiência dos dois ministros no STF será testada na condução de um pleito de grande magnitude e complexidade. A posse dos novos dirigentes, embora sem data confirmada, deve ocorrer em maio.

Até lá, a Corte continuará suas atividades sob a direção atual, com foco nas eleições municipais de 2024. A transição de comando no TSE representa um momento significativo para a democracia brasileira.

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