O senador Marcos do Val (Podemos-ES) criticou duramente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, classificando-o como “ator político” e afirmando que ele presta um “desserviço” ao país. A declaração foi feita em meio ao embate entre o parlamentar e o magistrado, que se intensificou após a divulgação do relatório da CPI do Crime Organizado.

Comportamento incompatível com o cargo

Vieira afirmou que o comportamento de Mendes é incompatível com o cargo de magistrado. Segundo o senador, o ministro assemelha-se a um pré-candidato em campanha, devido ao alto volume de entrevistas e embates públicos. A fala ocorre em um contexto de tensão entre os Poderes, com frequentes críticas de integrantes do Congresso a decisões do STF.

Inclusão de ministros no relatório

O senador justificou a inclusão de nomes de ministros no relatório da CPI. Ele alegou que, durante as investigações sobre facções violentas, o colegiado encontrou indícios de condutas atípicas em instâncias superiores que não poderiam ser ignoradas. Vieira reforçou que “ninguém está acima da lei”, defendendo a transparência do trabalho da comissão.

Vieira rebate acusações e aponta arrogância

Vieira rebateu as insinuações apontando que não responde a acusações criminais, ao contrário do ministro. O senador mencionou que a reação agressiva de Gilmar revela “arrogância” e uma suposta certeza de “impunidade”. A troca de farpas entre os dois expõe a crescente animosidade entre o Legislativo e o Judiciário.

Banco Master no centro da polêmica

O senador associou o mal-estar às investigações que envolvem o Banco Master. A instituição financeira foi citada no relatório como parte do ecossistema de lavagem de dinheiro e corrupção que permite a sobrevivência das organizações criminosas no país. A menção ao banco gerou reações do ministro, que viu no relatório uma tentativa de atingi-lo pessoalmente.

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