Perícia particular aponta assassinato de PC Siqueira

Uma perícia particular contratada pela família de Paulo Cezar Goulart Siqueira, o PC Siqueira, concluiu que o influenciador digital foi estrangulado e assassinado com o fio de um fone de ouvido dentro do apartamento onde morava, na Zona Sul de São Paulo, em 27 de dezembro de 2023. O laudo, entregue ao 11º Distrito Policial, em Santo Amaro, diverge da conclusão oficial de suicídio e reabre o debate sobre as circunstâncias da morte.

Divergência entre perícias

O perito particular afirma que o padrão e a largura das lesões no pescoço de PC Siqueira seriam incompatíveis com a cinta de catraca laranja apreendida inicialmente pela perícia oficial, mais larga, e compatíveis com um fio fino de fones de ouvido encontrado no apartamento. Por causa da divergência, os fones de ouvido foram enviados à Perícia Oficial, que irá comparar o objeto com as marcas no corpo.

Como a morte ocorreu há quase três anos, não será possível exumar o corpo. A análise será feita por meio de fotografias do cadáver tiradas pela perícia na época. A defesa da família de PC Siqueira informou que não se manifestará sobre o assunto porque o processo corre sob sigilo.

Inquérito concluído, mas MP vê inconsistências

O inquérito do caso foi concluído em outubro de 2025 pelo 11º Distrito Policial, em Santo Amaro, mantendo a versão de suicídio. No entanto, o Ministério Público apontou inconsistências em laudos periciais e contradições em depoimentos e não autorizou o arquivamento definitivo. Novas linhas de apuração foram abertas, incluindo hipóteses como instigação ao suicídio, homicídio com simulação e omissão de socorro.

Até o momento, não há suspeitos formalmente identificados. Pessoas próximas ao influenciador passaram a ser alvo de análise, embora não haja suspeitos formalmente identificados até o momento. O novo laudo pericial particular foi entregue ao 11º Distrito Policial e o caso segue aberto na Polícia Civil, no Ministério Público e na Justiça.

Depoimentos e contradições

A ex-namorada Maria Luiza Lopes Watanabe afirmou à Polícia Civil que tentou socorrer PC, sem êxito, relatando que deixou o apartamento gritando no corredor e pedindo ajuda. Segundo depoimento, PC teria se matado na frente dela, dois dias após o fim do relacionamento.

Em acareação realizada em janeiro de 2026, divergências de horários foram identificadas entre o relato de Maria Luiza e o de uma vizinha que auxiliou no socorro inicial, cortando a cinta com uma faca. A fonte não detalhou o teor exato das divergências.

PC Siqueira tinha 37 anos quando foi encontrado morto e acumulava mais de 4 milhões de seguidores nas redes sociais. O caso segue em investigação, e novas informações devem surgir com a análise dos fones de ouvido pela perícia oficial.

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