A nova proposta de delação premiada do empresário Vorcaro corre o risco de ser rejeitada pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na semana passada, os advogados de Vorcaro protocolaram uma nova versão da proposta, que posteriormente recebeu complementações. Até o momento, não há previsão de novos ajustes ou anexos adicionais por parte da defesa.
Órgãos avaliam elementos inéditos
Os órgãos responsáveis avaliam se a colaboração oferece elementos inéditos que possam abrir novas linhas de investigação. A recuperação de recursos é considerada um ponto central nas negociações. A análise ainda está em curso, e não há decisão final sobre a aceitação do acordo.
Ceticismo desde maio
As primeiras versões dos anexos entregues pela defesa, em maio, foram recebidas com ceticismo por investigadores da PF e da PGR. Na avaliação de integrantes das apurações, o material apresentado continha informações consideradas insuficientes para justificar um acordo nos moldes pretendidos. Esse histórico de desconfiança pode influenciar a análise da nova proposta.
Mudança na defesa
Em maio, o advogado Luis Oliveira Lima deixou a condução do caso. Permaneceu na defesa Sérgio Leonardo, profissional que mantém relação pessoal com Vorcaro há décadas. A mudança no comando da defesa ocorreu em meio às tratativas da delação.
Vorcaro em cela especial
Recentemente, o ministro André Mendonça autorizou o retorno de Vorcaro a uma cela especial na Superintendência da PF em Brasília. O espaço já havia sido utilizado anteriormente durante as tratativas relacionadas à colaboração premiada. A decisão do ministro ocorre em um momento de incerteza sobre o futuro do acordo.
