Integrantes do Palácio do Planalto e do Itamaraty reagiram, nesta quarta-feira (17/6), às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o cenário político brasileiro. Trump afirmou que “o Brasil está se tornando um país duro politicamente, perigoso politicamente. Está meio desagradável”. A fala gerou reação imediata do governo brasileiro, que classificou as declarações como “perigosas” e defendeu uma resposta firme e rápida.
Preocupação no Itamaraty
No Itamaraty, diplomatas admitem, sob reserva, preocupação com possíveis sinais de interferência no processo eleitoral de 2026. A fala de Trump é vista como um indicativo de que os Estados Unidos poderiam tentar influenciar as próximas eleições brasileiras. A fonte não detalhou quais medidas poderiam ser tomadas para evitar essa interferência, mas o clima é de alerta.
Planalto classifica falas como perigosas
No Palácio do Planalto, auxiliares classificam as falas como “perigosas” e defendem resposta firme e rápida do governo brasileiro. Uma fonte disse à coluna, sob reserva, que a gestão petista “deve ir para cima”. A expressão indica que o governo não pretende ficar passivo diante das declarações de Trump.
Lula reage diretamente
O presidente Lula reagiu diretamente às declarações de Trump, afirmando que Trump “não tem o direito” de se meter nas eleições brasileiras. Lula afirmou que Trump deveria “aprender” com o Brasil a realizar eleições “mais tranquilas”. Além disso, Lula voltou a defender o sistema de votação por urnas eletrônicas, que já foi alvo de críticas do ex-presidente americano.
A postura do governo brasileiro é de defesa da soberania nacional e do processo eleitoral. A reação do Planalto e do Itamaraty mostra que o Brasil não aceitará interferências externas. Ainda não há informações sobre medidas concretas que serão adotadas, mas a resposta deve ser firme e rápida, conforme defendido pelos auxiliares presidenciais.
