Relato do ministro Flávio Dino
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino usou as redes sociais para relatar uma ameaça de morte sofrida na manhã desta segunda-feira (18) em um aeroporto de São Paulo. Segundo Dino, uma funcionária de uma companhia aérea disse a um agente da polícia judicial que tinha “vontade de xingá-lo”. Em seguida, acrescentou: “melhor matar do que xingar”.
Dino afirmou: “Mas, um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa, ao consumir um serviço ou produto. Pode ter sido um caso isolado. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então é melhor prevenir”.
O ministro também expressou preocupação com a disseminação desse tipo de comportamento entre funcionários de empresas que atuam diretamente com o público, especialmente em setores ligados à segurança e ao transporte. A hostilidade a ministros do STF tem se manifestado em protestos, redes sociais e agora em eventos presenciais.
Solidariedade do presidente do STF
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, condenou a suposta ameaça e prestou solidariedade a Dino. Fachin declarou: “Impõe-se reafirmar os valores da civilidade, da tolerância e da paz social. O Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático, para que as diferenças possam coexistir dentro dos limites do respeito mútuo e da dignidade humana”.
Alerta sobre o ambiente político
Dino afirmou não pretender expor a funcionária envolvida, mas disse que usou o caso como alerta sobre o ambiente político e social do país a cinco meses das eleições gerais. A fonte não detalhou se o ministro registrou boletim de ocorrência ou se a companhia aérea foi notificada. O episódio reforça o clima de tensão que envolve membros do STF em meio ao calendário eleitoral.
