Em Rondônia, candidato ao Senado adesiva ‘Fora Lula’ e ‘Fora Moraes’ em micro-ônibus

O candidato ao Senado por Rondônia, Bruno Scheid, adesivou um micro-ônibus com as frases “Fora Lula” e “Fora Moraes”, em um gesto que se tornou conhecido durante a campanha eleitoral. O pecuarista, que concorre pela primeira vez a um cargo eletivo, não detalhou quando nem onde o veículo foi adesivado. A imagem, no entanto, circulou e reforça a posição pública do candidato em relação a Lula e Moraes. Além disso, a fonte não informou se o micro-ônibus participou de atos de campanha.

Essa primeira campanha de Bruno Scheid é marcada por uma trajetória pessoal ligada ao campo. Nascido em Paragominas, no Pará, ele se mudou para Rondônia após a morte do pai, que foi vítima de uma disputa por terra. Segundo o próprio candidato, o pai faleceu quando Bruno ainda era criança. Em seguida, o episódio o levou para o bairro Caladinho, na Zona Sul de Porto Velho. Foi nessa cidade que Bruno se consolidou como pecuarista, uma atividade que segue até os dias atuais. Embora atue no setor agropecuário, ele não possui experiência em cargos públicos; portanto, esta é sua primeira eleição.

Primeira disputa e origem

Bruno Scheid chega às urnas como um nome novo na política. Sua ficha não registra passagem por qualquer cargo eletivo e, além disso, esta é a primeira vez que seu nome aparece em uma cédula eleitoral. A candidatura ao Senado é, portanto, uma estreia absoluta no cenário político de Rondônia. O candidato, que nasceu no Pará, construiu sua vida em Porto Velho, mas sempre manteve vínculos com o interior do estado. Em sua trajetória, a pecuária foi a principal atividade profissional, embora o programa de governo não tenha sido detalhado nas informações disponíveis. Em resumo, a campanha, até o momento, tem se caracterizado por atos de rua e pelo uso de símbolos de seu espectro político, como os adesivos colocados no micro-ônibus.

Refém durante ocupação em 2018

O passado de Bruno, contudo, reserva um episódio de forte impacto. Durante a campanha presidencial de 2018, ele viveu horas de tensão ao ser mantido refém, junto com parentes e funcionários. O caso aconteceu em uma fazenda da família, localizada em Alvorada do Oeste. O local foi ocupado por integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP). Ademais, o relato é do próprio candidato, mas não há informações sobre como o caso terminou, nem se houve intervenção policial ou negociação. O episódio, embora ocorrido há quatro anos, é trazido à tona agora por conta da campanha.

De acordo com o relato de Bruno, a ocupação da fazenda se deu de forma abrupta. Ele, seus parentes e funcionários estavam no local quando os integrantes da LCP chegaram. Em seguida, as horas seguintes foram de apreensão, mas a fonte não detalhou os acontecimentos. Além disso, não há dados sobre feridos, danos materiais ou ação das forças de segurança. O que se sabe, contudo, é que Bruno ficou várias horas sob o poder dos ocupantes e, após o incidente, seguiu com sua vida no campo e na pecuária, sem relatar outras ocorrências semelhantes.

O episódio de 2018 ocorreu durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro. Naquele ano, Bruno ainda não era candidato e vivia como pecuarista. Dessa forma, foi somente em 2022 que ele ingressou na política. A escolha de usar o sobrenome Bolsonaro na urna é o centro da questão, mas a Justiça ainda analisa o pedido. Assim sendo, enquanto o tribunal não decide, o candidato segue com atos de campanha que incluem as frases contra Lula e Moraes.

Nome ‘Bolsonaro’ na Justiça

A campanha de Bruno Scheid enfrenta uma questão na Justiça Eleitoral. Ele pediu para usar o nome ‘Bolsonaro’ na urna, mas seu nome civil é apenas Bruno Scheid. O Ministério Público Eleitoral é contra o pedido, alegando que a ausência de vínculo familiar com o clã Bolsonaro pode gerar dúvida no eleitorado. Além disso, a Justiça ainda não se manifestou, e não há previsão para julgamento. Dessa forma, Bruno, nesse meio tempo, segue a campanha normalmente, como mostram os adesivos no micro-ônibus. A decisão é aguardada por aliados e adversários.

Na disputa pelo Senado, o candidato tem usado a associação com Bolsonaro em sua comunicação. A adesivagem do micro-ônibus com as frases contra Lula e Moraes é um exemplo. Porém, a campanha, até o momento, não divulgou propostas detalhadas, e a fonte não informou se isso ocorrerá. Dessa forma, a decisão da Justiça sobre o nome de urna pode ter consequências para o reconhecimento do candidato entre os eleitores.

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