Caiado atribui tarifa dos EUA à omissão do governo Lula contra facções
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado afirmou neste sábado (6) que a omissão do governo Lula no combate ao crime organizado motivou a proposta americana de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo USTR na segunda-feira (1º).
Para Caiado, a gestão petista permitiu que o PCC e o Comando Vermelho se tornassem as “maiores multinacionais do mundo”. Essa situação, segundo ele, gerou a reação de Washington.
“Facções viraram multinacionais”, diz Caiado
Caiado declarou: “No momento em que você deixa as facções virarem as maiores multinacionais do mundo, que inundam o mundo de cocaína, é evidente que vai ter uma reação”.
O ex-governador de Goiás também celebrou a inclusão do PCC e do CV na lista americana de organizações terroristas. Ele afirmou não considerar a medida uma ameaça à soberania do Brasil.
Pré-candidato se posiciona contra tarifaço, mas entende demanda dos EUA
Caiado disse: “Sou contra o tarifaço, sempre fui. Desde o 1º ao 2º. Mas tem que ser analisado o fato de ter sido determinado agora.”
Ele separou a rejeição à tarifa do reconhecimento de parte das demandas americanas. Caiado afirmou: “Tem situações que os americanos, sem dúvida nenhuma, procedem quando dizem: as facções são terroristas que inundam o mundo de cocaína; a corrupção interna no país precisa ser controlada”.
Autoridade moral para negociar com Trump
O pré-candidato argumentou que o Brasil precisa de um presidente com “autoridade moral” para negociar com Trump. Caiado disse: “Faltou ao Brasil uma coisa que se precisa neste momento: ter autoridade moral para governar o país”.
Ele prometeu reabrir o diálogo com Washington caso seja eleito. Caiado declarou: “Se nós chegarmos ao governo, se Deus quiser, nós reabriremos esse diálogo para que não tenha retaliação ao aço e a outros segmentos”.
Pesquisa Datafolha de maio
Na pesquisa Datafolha de maio, Caiado aparece com 4% das intenções de voto no primeiro turno. Lula aparece com 40% e Flávio Bolsonaro com 31% das intenções de voto no primeiro turno.
