A dívida pública brasileira disparou no último ano do governo Lula. Dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo site Poder360, com base em projeções do FMI, mostram que o Brasil registrou o segundo maior crescimento da dívida entre os países do G20, com avanço de 12,6 pontos percentuais. A China lidera o ranking, com alta projetada de 29,6 pontos percentuais.
Comparação com outros países do G20
Entre os países do G20, o Brasil apresenta o segundo maior aumento, mas outros também registraram variações significativas. A África do Sul teve crescimento de 8,2%, enquanto o México registrou alta de 8,9%. Por outro lado, a Argentina apresentou queda de 13,9% no endividamento. Esses dados reforçam a posição do Brasil como um dos países com pior desempenho fiscal no grupo.
Proximidade com a crise de 2015-2016
A situação fiscal brasileira se aproxima dos níveis observados durante a crise econômica dos anos de 2015 e 2016, no governo de Dilma Rousseff. Naquele período, a dívida bruta do país passou de 61,6% para 77,4% do PIB. O atual cenário indica que o endividamento pode superar esses patamares, caso as projeções se confirmem.
Projeções do FMI para os próximos anos
As projeções do FMI apontam que a trajetória de alta deve continuar nos próximos anos. O avanço projetado é de 96,5% para 105,5% do PIB até o fim da próxima gestão presidencial, o que representa um crescimento adicional de nove pontos percentuais. Isso coloca o Brasil em uma rota de endividamento crescente, com impactos potenciais sobre a economia.
Comparação com países da OCDE
Entre os 38 países da OCDE, o Brasil aparece entre as maiores altas de endividamento. O aumento projetado é inferior apenas ao da Finlândia (19,1 pontos percentuais) e da Polônia (16,9 pontos). Isso demonstra que, mesmo em um contexto global de aumento de dívidas, o Brasil se destaca negativamente.
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