A Polícia Militar de São Paulo registrou ocorrências de depredação, pichações e tumulto durante a dispersão da manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no domingo (11), na Avenida Paulista. Os episódios atingiram diferentes pontos da região, incluindo acessos a estações do metrô. Em comunicado divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), a corporação informou que os problemas começaram durante a saída dos manifestantes. Policiais permaneceram na região para acompanhar a movimentação e garantir a segurança da população.
Danos em estações do metrô
Na estação Consolação, a PM relatou danos a portas e grades de acesso. A concentração de pessoas também provocou restrições à circulação de passageiros. A estação Trianon-Masp teve acessos temporariamente fechados pelo Metrô em razão do grande fluxo de manifestantes. Imagens registradas pela CNN Brasil mostram pessoas sobre a cobertura de vidro de uma das entradas da estação Trianon-Masp, da Linha 2-Verde. Algumas aparecem com o rosto coberto.
Também foi identificada uma pichação com a frase “Viva a Revolução”, embora não tenha sido possível determinar quando a inscrição foi feita nem identificar seu autor.
Metrô confirma danos após negativa inicial
Inicialmente, o Metrô informou que não havia identificado ocorrências internas de vandalismo. Na segunda-feira (12), porém, a companhia confirmou danos nas estações Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação, todas da Linha 2-Verde. Ao todo, oito coberturas de acessos voltados à Avenida Paulista foram danificadas. A empresa também identificou pichações e adesivos em paredes internas, corrimãos de escadas fixas e rolantes e no interior de um trem. Equipes de manutenção iniciaram os trabalhos de limpeza durante a madrugada de segunda-feira. Novas placas de vidro foram encomendadas para substituir as estruturas danificadas.
Registro de ocorrência e investigação
O Metrô registrou boletim de ocorrência e informou que disponibilizará à polícia imagens das câmeras de monitoramento para auxiliar na identificação dos responsáveis. A SSP não detalhou se houve prisões ou conduções relacionadas aos atos de vandalismo. A Polícia Militar permaneceu na região após a dispersão para garantir a ordem pública. A fonte não detalhou o número exato de envolvidos nos episódios de depredação. As investigações seguem em andamento para apurar as circunstâncias e responsabilidades.
Impacto na operação do metrô
Os danos causados nas estações afetaram temporariamente a circulação de passageiros. A estação Trianon-Masp teve acessos fechados durante o pico da manifestação. O Metrô não informou se houve interrupção total do serviço na Linha 2-Verde. A companhia destacou que as equipes de manutenção atuaram rapidamente para minimizar os transtornos. A reposição das placas de vidro danificadas depende da entrega dos novos materiais encomendados. A operação das estações foi normalizada, mas alguns acessos podem permanecer interditados até a conclusão dos reparos.
Repercussão e medidas de segurança
Os episódios de vandalismo após o ato pró-Lula geraram repercussão nas redes sociais e na imprensa. A SSP reforçou que a Polícia Militar acompanhou toda a movimentação para garantir a segurança. O Metrô afirmou que colaborará com as autoridades na investigação. A empresa não divulgou estimativa de custos para os reparos. A manifestação em si ocorreu sem maiores incidentes, segundo informações preliminares. Os danos concentraram-se no momento da dispersão, quando parte do público se dirigiu às estações.
Contexto e próximos passos
A Avenida Paulista é palco frequente de manifestações políticas e eventos públicos. A depredação de equipamentos públicos é crime previsto no Código Penal. As imagens das câmeras de segurança serão fundamentais para identificar os responsáveis. A Polícia Civil deverá instaurar inquérito para apurar os fatos. O Metrô não informou prazo para conclusão dos reparos. A SSP não detalhou se haverá reforço de policiamento em futuras manifestações na região.
Fonte
- www.conexaopolitica.com.br
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