Portaria publicada no Diário Oficial

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permitiu o retorno do espião russo Sergey Cherkasov à Rússia. A medida, uma portaria do Ministério da Justiça, foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira. A portaria prevê o impedimento da entrada de Sergey Cherkasov em território brasileiro pelo prazo de 30 anos, contados a partir da execução da expulsão.

Enquanto estava no exterior, o russo recebeu depósitos em espécie em uma agência bancária no Rio. Além disso, comprou automóveis e movimentou “altos valores” em corretoras de criptomoedas. Essas informações constam nos documentos do processo.

Processo de extradição muda de relator

O processo de extradição de Sergey Cherkasov teve uma reviravolta no Supremo Tribunal Federal (STF). Fachin, que anteriormente era o relator e hoje era o presidente da Corte, decidiu redistribuir o processo de extradição. O processo passou para as mãos do ministro Luiz Fux na última terça-feira.

A redistribuição ocorreu em meio a controvérsias sobre a natureza das atividades do russo no Brasil.

Rússia nega espionagem e alega tráfico

Segundo os documentos apresentados pelo procurador-geral adjunto da Rússia, Sergey não era um espião, mas sim um traficante ligado a um grupo criminoso. O grupo criminoso era liderado por um tadjique e fornecia heroína de Moscou para Lipetsk. Essa versão contrasta com as acusações de espionagem que pesavam contra ele.

Sergey disse em depoimento ao FBI que visitou a Rússia na Copa de 2018, ocasião em que poderia ter sido detido. Há registros de uma viagem em setembro de 2021 para Kaliningrado, sua verdadeira terra natal, para exames médicos.

Histórico do caso

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