O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) recuou 1,4 ponto em abril de 2026, passando de 46,6 para 45,2 pontos. Esse é o menor nível desde junho de 2020, no auge dos impactos iniciais da pandemia de Covid-19.
O indicador acumula três quedas consecutivas, com retração de 3,3 pontos nos últimos três meses. Além disso, permanece abaixo da linha de 50 pontos há 16 meses consecutivos, refletindo um cenário de cautela no setor produtivo.
Queda atinge menor patamar desde 2020
O ICEI atingiu 45,2 pontos em abril, o menor nível desde junho de 2020, quando registrou 41,2 pontos. A sequência de quedas coloca o índice em um patamar que reflete preocupação significativa entre os industriais.
Trajetória descendente
A terceira queda consecutiva consolida uma trajetória de desconfiança que se estende por vários meses. O acumulado de retração de 3,3 pontos nos últimos três meses mostra uma intensificação do movimento negativo.
Período prolongado de pessimismo
A permanência abaixo da linha de 50 pontos há 16 meses consecutivos configura um ambiente de desconfiança prolongado. Essa sequência histórica ressalta os desafios enfrentados pelo setor industrial no período recente.
Pesquisa abrange mais de mil empresas
O ICEI é calculado com base em pesquisa que ouviu 1.070 empresas entre 1º e 8 de abril de 2026. A cobertura abrangente do levantamento garante uma representatividade significativa do setor industrial brasileiro.
Distribuição por porte das empresas
- 451 pequenas empresas
- 366 médias empresas
- 253 grandes empresas
A diversidade no porte das empresas ouvidas permite uma análise segmentada do sentimento no setor.
Componentes do índice também recuam
Os dois principais componentes do ICEI apresentaram queda em abril, reforçando o movimento negativo geral.
Índice de condições atuais
Recuou 1,6 ponto, para 40,5 pontos, indicando uma avaliação desfavorável do momento presente.
Índice de expectativas
Caiu 1,2 ponto, para 47,6 pontos, também ficando abaixo da linha de 50 pontos.
A queda simultânea em ambos os componentes sugere que a desconfiança abrange tanto a situação corrente quanto as perspectivas futuras.
Análise econômica da CNI
Marcelo Azevedo é gerente de Análise Econômica da CNI, entidade responsável pela elaboração e divulgação do índice. A fonte não detalhou comentários específicos de Azevedo sobre os resultados de abril.
A CNI tradicionalmente publica o ICEI como um termômetro do setor industrial, baseado em metodologia consolidada. Os dados são monitorados por analistas e tomadores de decisão para avaliar o clima de negócios.
Metodologia e abrangência da pesquisa
A pesquisa que embasa o ICEI segue metodologia padronizada, permitindo comparações temporais consistentes. O período de coleta de dados, entre 1º e 8 de abril de 2026, representa um recorte temporal específico do sentimento empresarial.
Abrangência nacional
A pesquisa tem abrangência nacional, refletindo as condições em diferentes regiões do país. A divisão por porte das empresas ouvidas oferece insights sobre diferentes segmentos do setor.
Contexto histórico do indicador
Ao atingir o menor nível desde junho de 2020, o ICEI retorna a um patamar próximo ao observado durante os impactos iniciais da pandemia. O registro de 41,2 pontos em junho de 2020 marcou um momento particularmente crítico para a indústria brasileira.
Comparação com período pandêmico
A comparação com o período pandêmico oferece uma referência histórica para a magnitude atual da desconfiança. A trajetória do índice desde então mostra flutuações, mas com tendência geral de moderação.
Implicações para o setor industrial
A queda do ICEI para 45,2 pontos sinaliza um ambiente de negócios desfavorável para a indústria brasileira. A retração tanto nas condições atuais quanto nas expectativas sugere preocupações amplas entre os empresários.
Desconfiança estrutural
A permanência prolongada abaixo da linha de 50 pontos indica que a desconfiança se tornou estrutural no setor. Esses movimentos costumam influenciar decisões de investimento e contratação no médio prazo.
