Em 2017, o Partido dos Trabalhadores (PT) se posicionou de forma contrária à indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF). Quase uma década depois, o mesmo partido passou a tratar o ministro como um aliado. A guinada chama atenção pelo histórico de críticas feitas pela legenda na época da sabatina e votação no Senado.

PT criticou indicação e perfil de Moraes

Naquele momento, a então líder do PT no Senado, Gleisi Hoffmann, afirmou que a legenda “lamentava muito a indicação”. Ela criticava principalmente o fato de Moraes ter ocupado um cargo de confiança no governo Temer e apontava seu histórico político como motivo de preocupação. A senadora também questionou o perfil dele. Segundo Gleisi, havia “nível partidário, político, militante do indicado, sr. Alexandre de Moraes, para o cargo do Supremo Tribunal Federal”.

As declarações ocorreram durante o processo de sabatina e votação no Senado Federal. O PT, na época, manifestou preocupação com a possibilidade de Moraes levar suas posições políticas para dentro do Judiciário. A bancada petista declarou posição contrária à indicação. A fonte não detalhou se houve discursos adicionais de outros senadores do partido.

Votação no Senado aprovou Moraes por 55 a 13

O resultado da votação, porém, foi favorável a Moraes. Na ocasião, o Senado aprovou sua indicação por 55 votos a 13. A bancada do PT declarou posição contrária, votando em bloco contra o nome indicado pelo então presidente Michel Temer. A aprovação garantiu a Moraes uma cadeira no STF, onde passou a atuar em casos de grande repercussão nacional.

O placar refletiu a base de apoio do governo Temer no Senado, que conseguiu aprovar a indicação com folga. A oposição, liderada pelo PT, não teve força para barrar a nomeação. A fonte não detalhou a distribuição exata dos votos contrários entre os partidos de oposição.

Mudança de posição: PT passa a apoiar Moraes

Quase 10 anos depois, o cenário é outro. Moraes se tornou uma das figuras centrais do STF e passou a receber apoio de todo o PT, especialmente pela sua atuação persecutória em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e aos bolsonaristas. O partido, que antes criticava o perfil político do ministro, agora o enxerga como um aliado no enfrentamento a setores da direita.

A mudança chama a atenção porque as críticas feitas pelo próprio PT em 2017 giravam justamente em torno da possibilidade de Moraes levar suas posições políticas para dentro do Judiciário. Naquele momento, o partido dizia temer que ele atuasse contra legendas de esquerda. Hoje, a legenda celebra decisões do ministro que atingem adversários políticos.

Atuação em processos de 8 de janeiro e bolsonaristas

A atuação de Moraes em inquéritos e ações penais relacionadas aos atos de 8 de janeiro e a investigados ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro é apontada como o principal fator para a mudança de postura do PT. O ministro tem sido responsável por decisões que resultaram em condenações, prisões e medidas cautelares contra bolsonaristas. O PT passou a defender publicamente a atuação do magistrado.

Em 2017, o partido temia que o histórico político de Moraes, que incluiu passagens por cargos no governo de São Paulo e no governo federal, pudesse influenciar suas decisões contra a esquerda. A fonte não detalhou se o PT emitiu notas oficiais recentes de apoio ao ministro, mas as declarações de lideranças petistas indicam alinhamento.

Contradição entre críticas antigas e apoio atual

O mesmo ministro que os petistas consideravam inadequado e possivelmente autoritário para o STF por seu passado político e por possíveis posições contra o PT tornou-se, anos depois, um dos principais alvos de apoio da legenda em 2026. A contradição é evidente: o partido que votou contra a indicação agora trata Moraes como peça-chave no tabuleiro político.

Analistas políticos ouvidos pela reportagem não foram citados nas claims, portanto a fonte não detalhou avaliações externas sobre a mudança. No entanto, a guinada do PT é um exemplo de como alianças políticas podem se reconfigurar diante de novos contextos. A fonte não detalhou se há dissidências internas no partido em relação ao apoio a Moraes.

Repercussão e perspectivas para 2026

A relação entre o PT e Moraes deve seguir em evidência nas eleições de 2026. O partido tende a manter o apoio ao ministro, especialmente se ele continuar à frente de processos contra bolsonaristas. A fonte não detalhou se Moraes já se manifestou sobre o apoio petista ou se há expectativa de que ele atue em casos que envolvam o partido.

A mudança de posição do PT em relação a Moraes é um capítulo importante da política brasileira recente. De crítico ferrenho a aliado, o partido percorreu um caminho que reflete as transformações do cenário político nacional. A fonte não detalhou se o PT planeja formalizar o apoio a Moraes em documentos partidários ou se a aliança é apenas pragmática.

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