Suspensão de deputados gera reação da oposição

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados suspendeu por dois meses os mandatos de Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). A decisão, tomada em meio a forte tensão, foi baseada na participação dos três deputados na ocupação da Mesa Diretora da Casa, ocorrida em agosto de 2025. A ocupação interrompeu os trabalhos legislativos por cerca de 30 horas.

Parlamentares de oposição classificaram a medida como desproporcional e politicamente motivada. Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que a suspensão é seletiva. Carlos Jordy (PL-RJ) disse que o caso abre um precedente perigoso. Sóstenes Cavalcante (RJ) criticou o que chamou de uso político do Conselho de Ética.

Deputados recorrem à CCJ e ao Plenário

Os parlamentares suspensos podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) para tentar reverter a punição. A decisão final, no entanto, caberá ao Plenário, que precisa de maioria absoluta — 257 deputados — para confirmar ou derrubar a suspensão.

Marcel van Hattem afirmou que a decisão representa um ataque à liberdade de atuação parlamentar. Marcos Pollon disse que a suspensão tem caráter político. Já Zé Trovão sustentou que a punição é desproporcional.

Tensão marca votação no Conselho de Ética

A votação ocorreu em meio a um ambiente de forte tensão, com discussões acaloradas e troca de acusações ao longo de mais de oito horas de sessão. Parlamentares aliados ao governo defenderam a punição como necessária para preservar a ordem institucional da Câmara.

Chico Alencar (Psol-RJ) relacionou a ocupação física do Plenário a um “processo histórico de golpismo”. Para ele, o relatório do conselho separa “os golpistas dos democratas”. A decisão ainda pode ser contestada nas instâncias superiores da Câmara.

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