A disputa por duas vagas no Senado em Santa Catarina aparece bastante equilibrada na nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira (24), com um empate triplo. O levantamento foi contratado pela NSC e mostra três candidatos tecnicamente empatados dentro da margem de erro. No dia 4 de outubro, cada estado e o Distrito Federal escolherão dois senadores, com a renovação de 54 das 81 cadeiras da Casa. Por isso, cada eleitor terá de escolher dois nomes diferentes na urna.

O cenário reflete uma disputa acirrada, na qual pequenas variações podem definir o resultado. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SC-04783/2026. A seguir, os detalhes dos números e o que eles indicam para a reta final da campanha.

Empate técnico entre três candidatos

Nesse cenário, Carol De Toni (PL) aparece com 17% das intenções de voto, contra 12% na pesquisa de 25 de agosto. Carlos Bolsonaro (PL) tem 16%, mesmo percentual do levantamento passado. Esperidião Amin (PP) registra 15%, após marcar 19% em agosto. Há empate técnico considerando a margem de erro.

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, o que significa que os três candidatos podem estar, na prática, com o mesmo percentual de intenção de voto. A variação de Carol De Toni foi a mais expressiva: cinco pontos percentuais a mais em relação a agosto. Já Amin perdeu quatro pontos no mesmo período, enquanto Carlos Bolsonaro manteve estabilidade.

Esse movimento indica um rearranjo do eleitorado, possivelmente influenciado pela dinâmica da campanha e pela polarização entre os nomes do PL. A pesquisa não detalhou os motivos das oscilações, mas os números apontam para uma disputa indefinida até o dia da votação.

Indecisos e votos brancos ou nulos

Os indecisos, que não sabem ou não responderam, somam 22%, contra 23% em agosto. Outros 9% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo, ante 11% na pesquisa anterior. A soma desses dois grupos chega a 31% do eleitorado, um contingente significativo que pode alterar o resultado final.

Em um segundo cenário, 27% dos entrevistados não sabem ou não responderam, contra 29% anteriormente. Outros 11% afirmam que votarão em branco ou nulo, ante 13% em agosto. A fonte não detalhou as diferenças entre os cenários, mas os percentuais mostram que a taxa de indefinição permanece alta.

Para os candidatos, conquistar esses eleitores indecisos será crucial. A pesquisa também perguntou se a escolha já está definida. Para 62% dos entrevistados, o voto é definitivo. Outros 38% afirmaram que ainda podem mudar de opção até a eleição, marcada para 4 de outubro. Esse percentual de eleitores voláteis reforça a possibilidade de mudanças nas próximas semanas.

Metodologia e registro da pesquisa

A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre 20 e 23 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SC-04783/2026.

O tamanho da amostra e o intervalo de confiança seguem os padrões usuais de pesquisas eleitorais. A coleta ocorreu em um período de quatro dias, o que permite captar um retrato recente do eleitorado catarinense. A pesquisa foi contratada pela NSC, veículo de comunicação local, e divulgada nesta quinta-feira (24).

Os dados apresentados são referentes à intenção de voto estimulada, na qual os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. A pesquisa não detalhou o questionário aplicado, mas os percentuais de indecisos e votos brancos ou nulos indicam que parte do eleitorado ainda não se sente representada pelas opções disponíveis.

O que esperar até a eleição

Com 38% dos eleitores afirmando que podem mudar o voto, a campanha deve se intensificar nos próximos dias. Os candidatos tendem a focar em estratégias para consolidar seus apoiadores e atrair os indecisos. A disputa por duas vagas no Senado adiciona complexidade, pois o eleitor precisa escolher dois nomes diferentes.

O empate triplo sugere que qualquer um dos três líderes pode conquistar uma das cadeiras. A segunda vaga, porém, permanece em aberto, dependendo da transferência de votos e do desempenho de outros candidatos não citados na pesquisa. A fonte não detalhou o desempenho dos demais concorrentes.

A eleição de 4 de outubro definirá os dois senadores que representarão Santa Catarina pelos próximos oito anos. A pesquisa Quaest oferece um retrato do momento, mas o cenário pode mudar até a abertura das urnas. Acompanhe as próximas divulgações para atualizações sobre a corrida eleitoral.

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