A disputa pelo governo de Pernambuco é considerada uma das mais polarizadas do país neste ano. Nesse ambiente, Raquel Lyra passou a ser alvo de uma sequência de ataques que combina vídeo manipulado e perfis suspeitos. Assim sendo, a Polícia Civil de Pernambuco informou que instaurou inquérito para apurar o caso e identificar os responsáveis.
Pesquisa Datafolha indica vantagem de 6 pontos
Pesquisa Datafolha divulgada na última semana mostrou Raquel Lyra com vantagem de 6 pontos percentuais sobre João Campos em cenário principal. Além disso, o levantamento indicou que a candidata venceria em um eventual segundo turno. Os números, no entanto, não impediram a escalada dos ataques contra a candidata.
No cenário principal, a diferença foi apontada em 6 pontos percentuais. Por outro lado, no segundo turno, a pesquisa não detalhou a vantagem de Raquel Lyra. A divulgação dos resultados, dessa forma, ocorreu em um momento de alta tensão na disputa pernambucana.
Os dados reforçam a leitura de que a eleição estadual está entre as mais competitivas. Por outro lado, expõem o contraste entre a posição favorável da candidata e a ofensiva digital. A vantagem nas intenções de voto, portanto, convive com um cenário de insegurança informacional.
Vídeo manipulado com dados vazados
Um dos ataques envolve a produção de um vídeo com áudio manipulado, técnica conhecida como deepfake. O material, por exemplo, teria sido criado a partir de dados pessoais vazados de forma criminosa. Além disso, no conteúdo, Raquel Lyra aparece em um evento político supostamente afirmando precisar de dinheiro.
Inquérito para apurar o caso
A Polícia Civil de Pernambuco instaurou inquérito para apurar o caso. Além disso, o inquérito busca identificar os responsáveis pela edição e pela divulgação do vídeo. Até o momento, contudo, a fonte não detalhou como os dados pessoais foram obtidos nem quantas pessoas estão sendo investigadas. A investigação, portanto, segue em andamento.
O uso de dados vazados para a produção de um conteúdo falso é apontado como um dos aspectos mais graves do episódio. Isto é, o material teria sido montado para gerar uma narrativa sobre a candidata. No entanto, não há, até agora, informação sobre a origem da gravação original.
Perfis suspeitos e rede inautêntica
Além do vídeo, um relatório técnico anexado a uma ação mapeou centenas de perfis entre 28 de maio e 12 de julho. Desses, por exemplo, foram enquadrados como suspeitos de atuação coordenada e inautêntica. O texto, contudo, não atribui a autoria, contratação ou financiamento da rede a nenhuma pessoa, partido ou campanha.
Preservação de provas técnicas
A mesma ação pede à Justiça a preservação das provas técnicas para investigação futura. Ou seja, o objetivo é manter disponíveis os elementos que permitam aprofundar a apuração. No entanto, também não há, até o momento, informação sobre a identidade dos responsáveis pela rede.
O relatório técnico anexado à ação é um dos principais instrumentos para a compreensão do caso. A preservação das provas, portanto, é tratada como essencial para a continuidade das apurações. Contudo, a fonte não detalhou se a Justiça já analisou o pedido.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil de Pernambuco informou ter instaurado inquérito para apurar o caso e identificar os responsáveis. A abertura do inquérito, portanto, é o primeiro passo para a coleta de provas e o depoimento de envolvidos. A fonte, todavia, não detalhou quais diligências já foram cumpridas.
O pedido de preservação das provas técnicas, ademais, amplia a possibilidade de que os investigadores tenham acesso a dados posteriormente. A medida, além disso, também permite que eventuais novos elementos sejam incorporados à apuração. Contudo, não há, até o momento, previsão para a conclusão do caso.
Disputa marcada por ataques
A eleição para o governo de Pernambuco, considerada uma das mais polarizadas do país, ganhou um novo componente com esses episódios. Enquanto a pesquisa Datafolha aponta Raquel Lyra à frente, a campanha, por outro lado, precisa lidar com a disseminação de conteúdo manipulado e com a atuação de perfis suspeitos. As investigações, portanto, seguem em sigilo.
Ainda não há prazo para a conclusão do inquérito nem para a decisão da Justiça sobre a preservação das provas. A fonte, ademais, não detalhou os próximos passos do caso. Assim sendo, o que se sabe, por enquanto, é que os ataques ocorreram e passaram a ser investigados oficialmente.
Fonte
- www.conexaopolitica.com.br
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