A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (12), durante a teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026, que a estatal prepara um reajuste no preço da gasolina “já já”. O anúncio ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional e à necessidade de preservar a participação da companhia no mercado brasileiro de combustíveis.

Cautela com concorrência do etanol

Segundo Magda, o tema exige cautela maior do que no diesel por causa da concorrência direta com o etanol no país. A executiva destacou que a Petrobras acompanha a recente queda do preço do etanol no mercado doméstico antes de promover qualquer reajuste mais forte na gasolina. A estratégia busca evitar perda de participação para o biocombustível.

Monitoramento de riscos e estratégia

Magda afirmou que a empresa monitora eventuais riscos de desabastecimento. Ela reforçou que a estratégia da estatal busca preservar sua participação no mercado nacional de combustíveis. O diretor financeiro da estatal, Fernando Melgarejo, reforçou a avaliação de que a gasolina demanda maior atenção da companhia.

Reajuste no gás natural e subsídios

A executiva informou que haverá aumento nos preços do gás natural. Magda afirmou que a companhia avalia mecanismos de suporte relacionados ao alargamento dos preços. Melgarejo comentou que a Petrobras aderiu ao programa de subsídios para GLP, o gás de cozinha. Ele afirmou que a adesão ao programa de subsídios para GLP deve trazer impactos positivos para o fluxo de caixa e o capital de giro da companhia.

Resultados financeiros e subvenção do diesel

A Petrobras teve lucro de R$ 32,7 bilhões no 1º trimestre de 2026. O lucro do 1º trimestre de 2026 representa queda de 7,2% na comparação anual. Em março, a estatal contou com subvenção do governo equivalente a R$ 0,70 por litro de diesel. A subvenção foi adotada para amortecer parte da pressão sobre os preços internos diante da escalada dos preços internacionais do petróleo.

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