Trump acusa papa sem apresentar provas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o papa de apoiar o fornecimento de armas nucleares ao Irã, sem apresentar qualquer evidência. A declaração foi feita na noite de quarta-feira, em meio a uma escalada de tensões entre a Casa Branca e o Vaticano. A acusação sinaliza um confronto direto com o pontífice, que tem reiterado sua oposição à guerra e defendido o diálogo.
Acusação sem fundamento
Trump afirmou que o papa estaria defendendo o acesso do Irã a armas nucleares, mas não há registro de que o pontífice tenha feito tal defesa. O papa, ao contrário, tem reiterado sua oposição à guerra e à escalada do conflito no Oriente Médio, defendendo a via do diálogo. A acusação de Trump surge sem qualquer fundamento conhecido.
Nas últimas semanas, o presidente já havia chamado o pontífice de “fraco” e “péssimo”, além de afirmar que não seria “fã” do líder católico. Esses ataques verbais antecedem a acusação mais grave sobre armas nucleares, indicando um padrão de hostilidade.
Tensão entre Casa Branca e Vaticano
A visita do secretário de Estado Marco Rubio à Itália para uma reunião oficial no Vaticano nesta quinta-feira (7) ocorre em um momento de máxima tensão entre a Casa Branca e o Vaticano. O confronto se intensificou nos dias anteriores ao encontro, com declarações públicas de Trump contra o papa.
Rubio está na posição de tentar reparar diplomaticamente o que Trump agravou publicamente. A reunião no Vaticano busca conter os danos causados pelas acusações e restaurar o diálogo entre as partes.
Vaticano recusa Conselho da Paz
O Vaticano confirmou a decisão de não participar do Conselho da Paz de Trump, após reunião com o presidente da Itália, Sergio Mattarella. A recusa ocorre em meio às tensões e sinaliza a insatisfação da Santa Sé com a postura do governo americano.
Trump afirmou na noite de quarta que a guerra no Irã “acabará rapidamente” e externou que não permitirá que o Irã tenha armas nucleares. Essas declarações contrastam com a posição do papa, que defende o diálogo e a não proliferação.
A situação permanece em aberto, com a expectativa de que a reunião de Rubio no Vaticano possa amenizar o conflito diplomático. No entanto, as acusações de Trump sem provas lançam dúvidas sobre a possibilidade de uma reconciliação imediata.
