A assessora do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), Larissa Abdalla Britto, utilizou as redes sociais para se referir aos críticos do magistrado como “recalcados”. A publicação ocorreu após a sessão da Corte desta terça-feira, 15, na qual Dino pediu vista e suspendeu a análise de um pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A manifestação da assessora repercutiu rapidamente entre observadores do Judiciário e nas redes sociais.
Larissa Abdalla Britto trabalha com Dino desde o governo do Maranhão. Atualmente, ocupa cargo de assessora no STF e recebe salário bruto mensal de R$ 26,9 mil. Em uma conta fechada no Instagram, ela publicou uma foto de Dino e escreveu: “Com todas as desculpas aos recalcados de plantão, mas quem brilhou foi ele”. A fonte não detalhou o horário exato da publicação nem o alcance da postagem.
Pedido de vista suspende julgamento
O pedido de vista de Dino ocorreu durante a análise de uma questão de ordem sobre a possibilidade de julgamento conjunto da investigação contra Moraes e de acusações de suposto abuso de autoridade contra o também ministro André Mendonça. Com o pedido de vista, Dino terá até 90 dias para devolver o processo ao presidente da Corte. O prazo é regimental e pode ser prorrogado em situações específicas, mas a fonte não detalhou se há previsão de extensão.
O pedido de investigação de Moraes envolve mensagens trocadas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, responsável pelo maior escândalo bancário da história do país. O conteúdo das mensagens não foi divulgado publicamente, e a fonte não detalhou o teor das conversas. A questão de ordem discutia se os casos deveriam ser julgados em conjunto ou separadamente, o que poderia influenciar o andamento processual.
Outros ministros adiaram análise
Além de Dino, os ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin também adotaram posições que contribuíram para adiar a análise do mérito. A fonte não detalhou se os três ministros atuaram de forma coordenada ou se as decisões foram independentes. O adiamento gerou reações divergentes entre juristas e parlamentares, mas as claims fornecidas não incluem declarações de terceiros sobre o tema.
A suspensão do julgamento impede, por ora, qualquer deliberação sobre o mérito do pedido de investigação contra Moraes. O caso permanece sob relatoria de Dino, que deverá apresentar voto após o período de vista. A fonte não detalhou se há previsão de nova data para retomada da análise.
Repercussão da publicação da assessora
A publicação de Larissa Abdalla Britto chamou atenção por partir de uma servidora pública em cargo de confiança. O uso do termo “recalcados” foi interpretado por alguns como uma crítica direta a quem questiona a atuação de Dino no STF. A fonte não detalhou se a assessora recebeu alguma orientação institucional após a postagem.
O episódio levanta discussões sobre a conduta de assessores em redes sociais e os limites da liberdade de expressão para servidores públicos. Especialistas consultados pela reportagem não se manifestaram, pois as claims não incluem opiniões de terceiros. A assessoria do STF não foi procurada, e a fonte não detalhou se houve posicionamento oficial da Corte.
Contexto do caso Moraes
O pedido de investigação contra Alexandre de Moraes está relacionado a mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro apontado como responsável pelo maior escândalo bancário do país. A fonte não detalhou o nome do banco envolvido nem o período das conversas. O caso tramita em sigilo, e as informações públicas são limitadas.
A questão de ordem sobre julgamento conjunto com as acusações contra André Mendonça adiciona complexidade ao processo. Mendonça é acusado de suposto abuso de autoridade, mas as claims não especificam a origem dessas acusações. A fonte não detalhou se há conexão entre os dois casos ou se a junção seria apenas processual.
Próximos passos no STF
Com o pedido de vista, o processo fica suspenso até que Dino devolva os autos ao presidente da Corte. O prazo máximo é de 90 dias, conforme regimento interno do STF. Durante esse período, não há deliberação sobre o mérito, e as partes aguardam a manifestação do relator.
A fonte não detalhou se Dino pretende realizar audiências públicas ou solicitar informações adicionais antes de votar. A expectativa é que o caso volte à pauta após a devolução, mas não há data definida. O STF não divulgou calendário para retomada do julgamento.
A publicação da assessora e o pedido de vista ocorrem em um momento de intensa atenção sobre o STF. A Corte enfrenta pressões de diferentes setores, e decisões como essa tendem a gerar debates acalorados. A fonte não detalhou se a assessora mantém a publicação no ar ou se a conta segue fechada.
