O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que a condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) visa, em sua avaliação, retirá-lo do processo eleitoral. Em declarações recentes, ele classificou a sentença como nula por suposta falta de respeito ao devido processo legal. A declaração foi feita após o ministro Alexandre de Moraes rejeitar preliminares de nulidade apresentadas pela defesa.

Acusação de falta de citação formal

Eduardo Bolsonaro alega que não foi formalmente citado no processo e que tomou conhecimento da decisão por meio da imprensa. Ele reside nos Estados Unidos desde março de 2025 e questiona por que não recebeu notificação por carta rogatória, instrumento que, segundo ele, foi expedido a outro acusado. O ministro Alexandre de Moraes, no entanto, determinou a citação por edital, argumentando que o ex-deputado estava em local incerto no exterior.

Moraes frisou que Eduardo tinha pleno conhecimento da acusação, fato comprovado por postagens em redes sociais. A defesa contesta essa avaliação, sustentando que o endereço do ex-parlamentar nos EUA é conhecido e foi inclusive filmado pela imprensa brasileira.

Atuação de Moraes é questionada

Eduardo afirmou que Alexandre de Moraes atuou como vítima e juiz no processo. A declaração remete ao contexto mais amplo das investigações que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou Eduardo de articular com autoridades dos EUA sanções contra o Brasil e ministros do STF, com o objetivo de garantir impunidade de Jair Bolsonaro.

Entre as sanções citadas pela PGR estão a imposição de tarifas comerciais de 50% sobre exportações brasileiras em julho de 2025, a suspensão de vistos de autoridades e a inclusão de Alexandre de Moraes na Lei Magnitsky. Eduardo nega as acusações e insiste que o processo é político.

Confiança na restauração democrática

Apesar do cenário adverso, Eduardo Bolsonaro disse ter confiança na restauração da democracia brasileira com a vitória de Flávio Bolsonaro nas próximas eleições. Ele afirmou que essa vitória permitirá que exilados retornem à pátria. A declaração reforça o tom político do discurso, alinhado à estratégia de campanha do grupo familiar.

O ex-deputado reiterou que qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula. A defesa deve recorrer da decisão de Moraes, enquanto o caso segue gerando repercussão no cenário político nacional.

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