A Comissão de Orçamento da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de promover o que chamou de “tráfico de médicos”. A acusação consta no parecer que acompanha a proposta de orçamento para a segurança nacional, o Departamento de Estado e programas relacionados dos EUA. O documento reflete a posição política da maioria republicana, aliada do ex-presidente Donald Trump, na Câmara.
Recomendação de corte de recursos
No parecer, a comissão recomenda que não sejam destinados recursos à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no próximo ano fiscal. Além disso, o relatório afirma que as exigências impostas à organização também devem valer para outros programas envolvendo profissionais cubanos em que a entidade tenha atuado como facilitadora. A medida visa pressionar a OPAS a não intermediar acordos que os republicanos consideram questionáveis.
Programa Mais Médicos no centro da polêmica
Criado no governo Dilma Rousseff em 2013 e continuado pelo presidente Lula, o programa Mais Médicos levou profissionais estrangeiros, sobretudo de Cuba, para regiões carentes do Brasil. O programa contou com intermediação da OPAS. A comissão norte-americana classifica essa intermediação como parte de um esquema de “tráfico de médicos”, termo usado para descrever a suposta exploração de profissionais cubanos.
Tramitação no Congresso americano
O documento ainda precisa tramitar no Congresso americano antes da aprovação final do orçamento. A fonte não detalhou o cronograma ou as chances de aprovação. A acusação, no entanto, já gerou repercussão política, especialmente entre apoiadores do governo brasileiro e críticos da gestão de Cuba.
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