Operação da PF atinge ex-governador
A Polícia Federal cumpre 17 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços, incluindo a residência de Cláudio Castro na Barra da Tijuca. A ação ocorre semanas após o ex-governador renunciar ao cargo e ser declarado inelegível. A investigação está ligada à ADPF das Favelas, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Cláudio Castro foi governador do Rio de Janeiro entre 2020 e 2026. Ele respondeu por toda a política de segurança pública estadual no período em que as exigências da ADPF estavam em vigor. A ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, é uma ação proposta pelo PSB no STF que questiona a política de segurança pública do governo do Rio de Janeiro em comunidades.
Contexto da ADPF das Favelas
A ação estabeleceu restrições e protocolos para operações policiais com objetivo de reduzir a letalidade nas abordagens. A operação ocorre em meio à crise institucional sobre a sucessão estadual. Com a renúncia, o tribunal considerou prejudicada a discussão sobre a cassação do mandato, já que o então governador não ocupava mais o cargo no momento da conclusão do julgamento.
Disputa pela sucessão estadual
A saída de Cláudio Castro abriu uma disputa jurídica e política sobre a forma de escolha do próximo governador do Rio de Janeiro para o mandato-tampão. O mandato-tampão será exercido apenas até a posse do futuro eleito nas eleições regulares de outubro. Atualmente, o governo estadual está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto.
Trajetória política de Castro
Cláudio Bomfim de Castro e Silva serviu como governador do Rio de Janeiro entre 2020 e 2026. Ele é membro do Partido Liberal (PL). Cláudio Castro era anteriormente vice-governador do estado, sob o governador Wilson Witzel, e assumiu o governo após o impeachment de Witzel por corrupção.
