A Polícia Federal (PF) informou que a irmã de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, ameaçou divulgar documentos contra a família Vorcaro. A informação consta em relatório da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro, intimidação e obtenção de informações sigilosas ligadas ao grupo.

Contexto da Operação Compliance Zero

A Operação Compliance Zero investiga um esquema que envolve suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro, intimidação e obtenção de informações sigilosas. O conteúdo integra os desdobramentos dessa operação, que já teve fases anteriores com prisões de envolvidos.

Em uma das conversas analisadas pela PF, Joana — irmã de Sicário — conversou com Manoel Mendes Rodrigues, operador do jogo do bicho investigado na última fase da Operação Compliance Zero, que levou à prisão de Henrique. Segundo a PF, os diálogos sugerem que Manoel atuou para intermediar a situação e viabilizar repasses financeiros à família de Mourão.

Quem era Sicário

Luiz Phillipi Mourão era conhecido pelo apelido de Sicário. A PF apontava Sicário como um dos operadores responsáveis por ações de intimidação, monitoramento e obtenção de informações utilizadas pelo grupo investigado. Ele morreu em março deste ano, depois de ser encontrado desacordado em uma cela da Polícia Federal. A morte gerou uma investigação própria, conduzida sob sigilo.

Ameaça de divulgação de documentos

Segundo depoimentos colhidos pela PF, Sicário orientou a própria mãe e a irmã a procurarem Henrique quando este foi preso durante uma das fases da Operação Compliance Zero. Para os investigadores, o episódio reforça a proximidade entre os envolvidos.

Até o momento, a PF não divulgou conclusões definitivas sobre o conteúdo das mensagens atribuídas à irmã de Sicário. O material segue sob análise dos investigadores e faz parte do conjunto de provas reunidas no inquérito.

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