O Partido dos Trabalhadores (PT) parece ter chegado a uma conclusão: para disputar São Paulo, é melhor esconder o próprio uniforme. Em evento realizado em Campinas, no interior paulista, a legenda trocou o tradicional vermelho pelo verde e amarelo, numa tentativa de se aproximar do eleitorado local. A mudança de visual, no entanto, levanta dúvidas sobre a estratégia do partido em um estado onde enfrenta forte rejeição.
Estratégia de camuflagem partidária
Não há bandeiras do PT. Não há estrelas estampadas no peito. Não há sequer uma tentativa de celebrar a identidade partidária. Há apenas um grupo de petistas fantasiados de Brasil, como se bastasse trocar a camiseta para apagar anos de rejeição no Estado. A imagem do convite completa a confissão: o partido, que passou anos tratando o verde e o amarelo como patrimônio político dos adversários, agora tenta se apropriar das cores nacionais para parecer mais palatável ao eleitor paulista.
A escolha de Campinas como palco do evento também não é aleatória. Inicialmente, a legenda havia planejado um ato em Ribeirão Preto, cidade considerada estratégica para tentar entrar no coração do agronegócio e desafiar uma região fortemente identificada com Tarcísio de Freitas e com a direita. A tentativa, porém, terminou antes mesmo do primeiro discurso. O PT desistiu do palco e procurou um terreno menos hostil.
Desafio de credibilidade em SP
O slogan do evento afirma que será “dia de juntar quem acredita em SP”. Mas a própria campanha parece ainda procurar onde estão essas pessoas. O PT sabe que tem um problema em São Paulo. Não é de cor, de camisa ou de cenário. É de identidade, credibilidade e conexão com o Estado. Trocar Ribeirão por Campinas é fácil. Trocar o vermelho pelo amarelo também. Difícil será convencer o paulista de que, por baixo da camisa da Seleção, não continua sendo o mesmo PT.
A fonte não detalhou se a mudança de local e de cores terá impacto na aceitação do partido entre os eleitores paulistas. O post Sem espaço em São Paulo, PT troca o vermelho pelo verde e amarelo apareceu primeiro em Paulo Figueiredo.
