A Polícia Federal (PF) deve rejeitar três propostas de acordo de delação premiada relacionadas a desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Integrantes da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) comunicaram aos advogados de defesa que o material apresentado carece de consistência. As tratativas não foram formalmente encerradas, mas o processo está paralisado.

Recuo da PF em acordo inicial

A PF recuou do acordo que havia assinado inicialmente, quando o caso tramitava na Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários. A desistência ocorreu após reavaliação dos elementos apresentados. A paralisação coincide com uma reestruturação interna na PF, que transferiu o inquérito da Operação Sem Desconto para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores. Essa mudança impactou o andamento das negociações.

Prioridade da investigação

A prioridade atual da PF é finalizar e entregar ao Supremo Tribunal Federal (STF) os primeiros inquéritos do caso, que começou a ser investigado em abril de 2025. Uma das frentes mais adiantadas foca descontos ilegais em aposentadorias associadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais. Além disso, há suposto direcionamento de propinas a agentes políticos, o que amplia a complexidade das apurações.

Perícia em celulares apreendidos

A PF comunicou ao STF que ainda precisa concluir a perícia no conteúdo de aproximadamente 50 celulares apreendidos. Paralelamente, os agentes trabalham na extração de dados de outros 50 aparelhos. A conclusão dessas análises é essencial para o avanço das investigações. A fonte não detalhou prazos para a finalização dos trabalhos periciais.

A reportagem seguirá acompanhando os desdobramentos do caso. O post PF deve rejeitar 3 acordos de delação premiada sobre desvios no INSS apareceu primeiro em Paulo Figueiredo.

Fonte