Parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz estão entre os alvos da nova fase da operação Sem Desconto. Além disso, a ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpre mandados de busca e apreensão em Brasília e no Maranhão. Nesse contexto, a investigação apura suspeita de lavagem de dinheiro dentro do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
Operação alcança parentes de vice-líder do governo
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) exerce a vice-liderança do governo Lula no Congresso. Nesse sentido, segundo as informações divulgadas, parentes dele estão entre os alvos das buscas.
O advogado Willer Tomaz também figura entre os investigados. Ademais, a notícia foi publicada inicialmente pelo portal Paulo Figueiredo.
Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em Brasília e no Maranhão. Por sua vez, as ordens foram expedidas pelo STF a partir de decisão do ministro André Mendonça, relator do caso.
Assim sendo, a ação apura suspeita de lavagem de dinheiro dentro do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
A operação Sem Desconto ganhou destaque por envolver pessoas ligadas ao meio político. Sobretudo, o senador Weverton Rocha é uma das lideranças do PDT no Maranhão. Consequentemente, a relação familiar com os alvos colocou o caso no centro das atenções.
Movimentações atípicas sob suspeita
Segundo a Polícia Federal, a nova etapa foi aberta após a identificação de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas atípicas por parte dos investigados.
Os agentes apuram se valores ligados ao esquema foram ocultados por meio de:
- pessoas físicas e jurídicas;
- empresas de fachada;
- movimentações em dinheiro vivo.
Esses mecanismos, na avaliação da PF, seriam usados para ocultar a origem dos recursos. Ou seja, a suspeita de lavagem de dinheiro é o eixo central da nova fase.
O uso de terceiros e empresas de fachada é uma das técnicas citadas pela Polícia Federal. Nesse sentido, os investigadores buscam identificar os responsáveis por essas operações. Contudo, a fonte não detalhou o papel de cada um dos alvos.
Além disso, a Polícia Federal analisa a evolução patrimonial dos investigados. Os dados apontam para incompatibilidade com as rendas declaradas. No entanto, a fonte não detalhou os valores específicos dessas movimentações. A PF também não informou quantas pessoas são alvo. Por fim, as investigações continuam.
Prejuízo de R$ 6,3 bilhões
A Polícia Federal estima que o esquema causou prejuízo de R$ 6,3 bilhões a beneficiários entre 2019 e 2024. Isto é, o cálculo considera os descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
Esse montante expressa a dimensão do dano aos segurados. Com efeito, os descontos eram feitos sem autorização dos beneficiários. A investigação tenta quantificar o número de vítimas. Todavia, a fonte não detalhou o total de pessoas afetadas.
Os prejuízos se estendem por cinco anos, de 2019 a 2024. Durante esse período, o esquema teria operado de forma contínua. Além disso, a PF segue analisando a movimentação financeira dos suspeitos.
A Polícia Federal trabalha para confirmar o número em relatórios finais. No entanto, a fonte não detalhou a metodologia do cálculo. Em resumo, a investigação segue em análise.
Decisão do STF autoriza buscas
As ordens de busca e apreensão foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. Nesse contexto, o ministro André Mendonça, relator do caso, assinou as decisões.
Os mandados são cumpridos em Brasília e no Maranhão. Dessa forma, a atuação do STF reforça a complexidade do caso.
A operação envolve pessoas com ligações políticas. Sobretudo, o senador Weverton Rocha é vice-líder do governo Lula no Congresso.
As buscas ocorrem em endereços ligados aos investigados. Em seguida, o material apreendido será analisado pela Polícia Federal. Contudo, a fonte não detalhou os resultados das diligências.
Contexto de outras investigações
O governo já enfrenta investigações que envolvem pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por exemplo, entre elas estão seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seu irmão, José Ferreira da Silva, o Frei Chico. No entanto, a fonte não detalhou o andamento dessas investigações.
A nova fase da operação Sem Desconto amplia a atenção sobre o governo. Sobretudo, o envolvimento de parentes de um vice-líder aumenta a repercussão. Assim sendo, as investigações seguem em andamento.
Até o momento, a Polícia Federal não forneceu mais detalhes sobre a participação dos investigados. O caso segue sob sigilo. Todavia, novas informações podem surgir com o avanço das apurações.
A Polícia Federal não informou se há conexão entre as apurações. O caso corre em segredo de justiça. Por outro lado, a fonte não detalhou novos desdobramentos.
